sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

livro: "Crianças francesas não fazem manha"

sabe quando vc está de férias.. aí entra na livraria da cidade e escolhe o livro que acha que vai ser mais light? aquele que você acha que será entretenimento puro... sem complicações e nem que faça pensar demasiadamente... resumindo: sem muitas expectativas? rs pois é... foi nessa "vibe" que comprei "Crianças francesas não fazem manha" e.... adorei!!!! ótima escolha em um ótimo momento com a Luquinha!

bem resumidamente trata-se da história de uma americana "da gema" que muda-se para Paris e acaba engravidando e tendo os seus três filhos por lá. ela acaba notando muitas diferenças... algumas sutis e outras não.. quanto à diferença com que as americanas (acho que nós brasileiras estamos mais próximas delas) e as francesas criam os seus filhos.
trata de temas como: ensinar a dormir, aprender a lidar com o "não", elogios... (é saudável elogiar a criança por qualquer graça que ela faça? ), ensino (em que momento as crianças francesas vão para as cheches e como são as creches na França), alimentação, como fica o casamento... etc, etc, etc

e tudo torna-se muito interessante pela enorme pesquisa bibliográfica e prática feita pela autora do livro... (ela "invade" a casa de alguns amigos para poder ver na prática essas diferenças).
muito além de falar de criancinhas e seus comportamentos.. o livro é um intercâmbio cultural entre os continentes.
eu sugiro, eu amei, eu quero ler o próximo livro de Pamela Druckerman!!! ;-)

"Outra expressão que os adultos usam muito com as crianças é "eu não concordo", como em "não concordo com você jogar ervilhas no chão". Os pais dizem isso em um tom sério e olhando diretamente para a criança. "Não concordo" também é mais do que apenas um "não". Estabelece o adulto como outra mente, que a criança precisa considerar. E dá à criança o crédito de ter o seu  próprio ponto de vista sobre as ervilhas, mesmo se essa visão for rejeitada. Jogar ervilhas é visto como uma coisa que a criança decidiu racionalmente fazer, então ela pode também decidir fazer o contrário."

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